10 de novembro de 2014
SUS deverá realizar transplante de medula óssea para doença falciforme
5:32 PM
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Unknown
Estima-se que 60 a 80 casos por ano poderão ser atendidos.
Segundo explicou, nem todos os portadores da anemia falciforme recebem a indicação para o transplante de medula óssea, apenas os casos mais graves, como quem tem lesão cerebral ou risco de ter devido à doença, ou quem sofra com constantes crises de priapismo (ereções prolongadas e dolorosas), por exemplo. Estima-se que 60 a 80 casos por ano poderão ser atendidos.
- Elas terão a alternativa terapêutica do transplante alogênico aparentado, vai se fazer uma pesquisa na família para ver a compatibilidade genética que precisa ser muito próxima, e essas pessoas vão ser encaminhadas para o serviço de transplante. A gente sabe que no caso da doença falciforme é curativo, não é uma terapêutica paliativa, ele cura – declarou em entrevista após a reunião.
Como o transplante é entre os familiares compatíveis, explicou Heder Borba, não deve haver filas de espera e já em 2015, quem recebe a indicação poderá ser transplantado, após realizar os exames necessários. Entretanto, lembra o coordenador do SNT, apesar de ser curativo, o transplante não é isento de riscos, já que a pessoa é submetida a uma queda de imunidade muito grande e passa a tomar imunossupressores para evitar a rejeição pelo resto da vida, abrindo portas para outras complicações.
- Por isso, há muito cuidado para se indicar o transplante, porque a pessoa pode viver com a doença falciforme, com o tratamento de suporte, durante muitos anos – ponderou.
No dia 4 de dezembro está marcada a reunião em que a Comissão de Incorporação de Tecnologia (Conitec), do Ministério da Saúde, avaliará a inclusão. De acordo com Borba, ao longo de três anos de discussão, já existe amplo consenso sobre os reais benefícios do procedimento e não deve haver dificuldades para a aprovação.
Somente em 2013, foram realizados 2.300 transplantes de medula óssea no país. Somados todos os tipos, foram 23 mil. A sobrevida geral dos transplantados “é fantástica, de mais de 90%”, conforme declarou Borba.
Anemia Falciforme
A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.
As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S, que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.
Anemia Falciforme
A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.
As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S, que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.
Fonte: Agência Senado, por Elina Rodrigues Pozzebom (matéria completa em http://www12.senado.gov.br/)
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